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segunda-feira, setembro 27, 2010

Lições para 'o caminho' [Km 247]

A vida é cheia de ilusões. Mais ainda: muitos relacionamentos são o próprio mundo das ilusões. As pessoas se iludem muito e depois se decepcionam com as fantasias que elas mesmas criaram.
Talvez a maior ilusão seja construída em torno daquela conhecida frase das histórias de cinema: "E foram felizes para sempre."
A verdade é que encontrar uma pessoa, se apaixonar, namorar e casar é apenas o ponto de partida para uma nova caminhada na nossa vida.
Mas tem um segredo: Pessoas felizes constroem um casamento feliz. Pessoas infelizes constroem casamentos infelizes. Então, você tem que dar um jeito de ser feliz sozinho, antes de querer ser feliz junto de alguém.
A primeira ilusão que as pessoas têm é de que o casamento vai resolver seus problemas. Mas casamento não resolve problema de ninguém. Pelo contrário, se você tiver essa ilusão, o casamento vai aumentar os seus problemas.
A segunda ilusão é querer encontrar a pessoa perfeita para ter como companheiro. Não busque a perfeição. Essa é uma meta inatingível. Nem você é perfeito, nem vai encontrar a pessoa perfeita.
O casamento dá certo para pessoas que não são dependentes uma da outra. Os dois têm de aprender a crescer juntos.
Mas, o mais importante de tudo é saber que o outro sempre é o seu espelho. Quando você critica o outro, na verdade não está falando dele, está falando de si mesmo. Sempre que você reclama algo de alguém, é preciso perceber como esse problema começa antes em você.
É importante entender, se quer ter um relacionamento que dê certo na sua vida, que tudo o que acontece com você, é você mesmo quem provoca.
Portanto só você mesmo pode mudar. Só você pode escolher o que quer para a sua vida, para os seus relacionamentos. A escolha é sempre sua. Portanto, olhe para dentro de você e realize a sua vocação: deixe aparecer o ser amoroso que você é.
Cuide bem de seus relacionamentos e seja feliz.

Copyright © 2010 by Roberto Shinyashiki Todos os direitos reservados. All rights reserved.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 229]

Primeiras reflexões sobre a vaidade humana (*)
(Flávio Gikovate)

...Exercemos o exibicionismo por todas as formas, desde a mais inofensiva, que é o de caráter físico até a mais perigosa, que corresponde ao exibicionismo intelectual. O exibicionismo intelectual é o mais grave, porque nossa razão deveria estar a serviço de nos ajudar a ver a realidade como ela é e também a nos posicionar de forma adequada diante dos fatos.
Nossa vaidade nos leva a desenvolver uma certa aversão aos fatos, especialmente aqueles que não combinam com o que gostaríamos que fossem os que efetivamente existem. Passamos a brigar contra a realidade e a substituí-la por nossas ideias. Num determinado momento, passamos a acreditar que nossas ideias correspondem aos fatos.
Não importa muito como achamos que o mundo e as pessoas deveriam ser. Temos que nos ater ao que é. Não importa acharmos que o amor é que deve nortear as relações entre as pessoas e que a sexualidade deveria estar acoplada ao encontro de parceiros compatíveis e legais. Isso é o que alguns pretendem, mas não é o que todos querem e nem mesmo o que se observa na prática da vida.
...A vaidade cega, subtrai o bom senso, nos afasta da realidade e do que é possível para nós. A vaidade nos afasta da reflexão útil e nos leva a querer ganhar discussões. Não é este o meu objetivo, como de resto nunca foi este o meu modo de me posicionar perante os problemas da psicologia. Acho que nós deveríamos nos voltar para os fatos e tentar interpretá-los de todas as formas possíveis. Mas os fatos e não aquilo que gostaríamos que eles fossem.

* Extraído e editado à partir do artigo original publicado pelo autor, em seu site.
** Flávio Gikovate é médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor.

Copyright © 2006 by Flávio Gikovate Todos os direitos reservados. All rights reserved.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Lições para 'o caminho' [Km 139]

"Oculta em nosso subconsciente há uma visão idílica. Nós nos vemos numa longa viagem de trem. Pela janela desfilam as cenas - carros passando nas rodovias próximas, crianças acenando num cruzamento, o gado pastando numa colina distante, a fumaça sendo expelida pela chaminé de uma fábrica, infindáveis plantações de milho e trigo, montanhas, planícies e vales, o perfil dos centros urbanos contra o céu.
Mas nossas mentes estão preocupadas com o destino final. Pensamos que num certo dia, a certa hora, entraremos na estação. Haverá banda de música e bandeiras acenando. Quando chegarmos lá, sonhos maravilhosos se tornarão realidade e as peças de nossas vidas se arrumarão como num quebra-cabeça. Inquietos, caminhamos maldizendo a lentidão dos minutos - esperando, esperando, esperando a chegada da estação.
'Quando chegarmos à estação é que vai ser bom!', exclamamos. 'Quando eu fizer 18 anos.' 'Quando eu comprar meu Mercedes Benz!' 'Quando eu puser meu último filho na universidade.' 'Quando eu for promovido.' 'Quando eu me aposentar, serei feliz para o resto da vida!'
Cedo ou tarde percebemos que não existe nenhuma estação, nenhum lugar aonde chegar de uma vez por todas e para sempre. O verdadeiro prazer da vida é a viagem. A estação não passa de uma ilusão. Ela sempre se afasta de nós."
(Robert Hastings, 'A estação')

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Lições para 'o caminho' [Km 119]

Você já deve ter reparado que sucesso virou uma palavra da moda. Todos querem brilhar e receber aplausos. Mas qual será o preço disso?
Quando o preço do sucesso é a própria vida, certamente não compensa. A estrada pela qual caminha a maior parte da humanidade não leva à felicidade.
O ser humano tem vocação natural para a felicidade, mas vive correndo atrás de miragens, ilusões, que não preenchem sua existência. As vitórias só têm sentido quando levam à felicidade.
É preciso saber lutar como um leão, mas lutar por sonhos que valham a pena.
Lutar para mimar os filhos é tolice. Ajude-os a acreditar em si próprios e liberte-os de sua dependência.
Lutar para que os pais realizem seus desejos é perda de tempo. Seus pais já fizeram a parte deles. Agora é com você.
Lutar para subjugar o marido ou a esposa também não vale a pena. Onde impera o medo, o amor é inócuo.
Lutar para que seu antigo amor se arrependa da separação e volte para você tampouco dá resultado.
Liberte seu coração e deixe que ele construa seu futuro.
Lutar para ser admirado pelos outros é tolice. Realize seus sonhos com a naturalidade de um rio que sabe por onde corre, e não para que alguém o aplauda.
Quando, no final da vida, as pessoas percebem que lutaram por algo sem valor, o arrependimento é inevitável. Lutar só vale a pena quando a causa é nobre. O valor de uma vitória reside no significado da luta. Lutar simplesmente por lutar, para se mostrar rebelde, não conduz a nada. Use sua energia para construir sua felicidade.

Copyright © 2007 by Roberto Shinyashiki Todos os direitos reservados. All rights reserved.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Lições para 'o caminho' [Km 086]

Sonho X Ilusão
(Autor: José Luiz Tejon Megido)

O sonho sempre caminha na frente do real. O sonho, ao contrário da ilusão, nasce do aprofundamento, do vôo, acima da linha da superfície do real. A realidade é um portal. A ilusão é a vontade utópica e exclusivamente imaginária, fruto do desvario enlouquecido do cérebro, sem fundamento no universo, no entorno que nos cria e nos envolve.
O sonho é ativo, a ilusão é passiva. O sonho é evolutivo, a ilusão é droga, a pior de todas.
Sonho é o que você faz com a realidade enquanto sonha. Ilusão é o que a realidade faz com você enquanto você se ilude. Ilusão é o engano da mente e do sentimento, a loucura dos não loucos.
Sonho é o desejo, a convicção veemente, a energia criadora do humano.


José Luiz Tejon Megido é escritor, jornalista, publicitário, compositor e executivo, autor de "O Vôo do Cisne" e "O Beijo na Realidade". Também é Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.