sábado, setembro 26, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 221]

"No início da nossa vida e de novo quando envelhecemos, precisamos da ajuda e a afeição dos outros. Infelizmente, entre estes dois períodos da nossa vida, quando somos fortes e capazes de cuidar de nós, negligenciamos o valor da afeição e da compaixão. Como a nossa própria vida começa e acaba com a necessidade da afeição, não seria melhor praticarmos a compaixão e o amor pelos outros enquanto somos fortes e capazes?"

As palavras acima são do atual Dalai Lama. Realmente é muito curioso ver que nos orgulhamos de nossa independência emocional. Claro, não é bem assim: continuamos precisando dos outros nossa vida inteira, mas é uma "vergonha" demonstrar isso, então preferimos chorar escondidos. E quando alguém nos pede ajuda, esta pessoa é considerada fraca, incapaz de controlar seus sentimentos.
Existe uma regra não escrita, afirmando que "o mundo é dos fortes", ou que "sobrevive apenas o mais apto". Se assim fosse, os seres humanos jamais existiriam, porque fazem parte de uma espécie que precisa ser protegida por um largo período de tempo (especialistas dizem que somos apenas capazes de sobreviver por nós mesmos depois dos nove anos de idade, enquanto uma girafa leva apenas de seis a oito meses, e uma abelha já é independente em menos de cinco minutos).
Claro, existem momentos que este fogo sopra em outra direção, mas eu sempre me questiono: onde estão os outros? Será que me isolei demais? Como qualquer pessoa sadia, necessito também de solidão, de momentos de reflexão.
Mas não posso me viciar nisso.
A independência emocional não leva a absolutamente lugar nenhum – exceto a uma pretensa fortaleza, cujo único e inútil objetivo é impressionar os outros.
A dependência emocional, por sua vez, é como uma fogueira que acendemos.
No início as relações são difíceis. Da mesma maneira que o fogo: é necessário conformar-se com a fumaça desagradável - que torna a respiração difícil, e arranca lágrimas do rosto. Entretanto, uma vez o fogo aceso, a fumaça desaparece, e as chamas iluminam tudo ao redor – espalhando calor, calma, e eventualmente fazendo saltar uma brasa que nos queima, mas é isso que torna uma relação interessante, não é verdade?

Copyright © 2009 by Warrior of the light Todos os direitos reservados. All rights reserved.

domingo, setembro 20, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 220]

Lembre-se com carinho de seus velhos amigos - você não vai tê-los para sempre.
(Betty Brown, 89 anos)

O mundo parece mais vazio desde que Gertrude morreu. Nós éramos as melhores amigas desde o jardim-da-infância e nos falávamos toda semana. Agora, quando o telefone toca no domingo pela manhã, au ainda dou um salto, pensando: "É Gertrude.". Sempre vou ficar triste aos domingos, sentindo a falta dela.
Você não deve nunca desperdiçar uma chance de passar algum tempo com um velho amigo. É claro que passagens aéreas são caras. Talvez você não goste do marido dela. Mesmo que vocês não vejam mais as coisas da mesma forma - que diferença isso faz? Um velho amigo pode estimulá-lo como ninguém mais é capaz. Ele sabe o que você aprontou. Conheceu seus pais. Estava com você antes que qualquer um de vocês soubesse quem eram. Há todas as velhas histórias, todas as velhas risadas. Depois de perdê-lo, não há como recuperar isso.

Copyright © 2002 by Wendy Lustbader ('O que vale a pena...' - 6.a Edição) Todos os direitos reservados. All rights reserved.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 219]

"Olha ali, aonde as ondas barulhentas
Estrondam-se sobre o quebra-mar
Ainda faz pouco
Tudo era poesia
Enquanto houver beleza, ouvido e olhar.
Espere, aguarde...
Não te inquietes!
A vida não é só um combate rude,
É apenas uma sucessão contínua
De dias e noites;
Alegres ou tristes.
É uma eterna e bem clara lição
Perene promessa de renovação.
Reserva um lugar seguro
Dentro mesmo do teu coração.
Um local pequeno, porém puro
Aonde nele possa morar,
De hoje em diante,
Sem tardança,
De um modo perfeito e sempre,
Seu sonho e sua esperança."
(autor desconhecido)

quarta-feira, setembro 09, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 218]

Combatendo a injustiça

Diz T.H. Huxley: "As consequências de nossas ações são espantalhos para os covardes, e raios de luz para os sábios. O mundo é o tabuleiro de xadrez. As peças são os gestos de nossa vida diária; as regras são as chamadas leis da natureza."
Apesar de estar concentrado naquilo que faz, o guerreiro da luz não olha a injustiça com indiferença. Sabe que tudo é uma coisa só, cada ação individual afeta todos os homens do planeta, e se vê alguma pessoa sendo vítima de ataques covardes, ele usa sua espada para colocar as coisas em ordem.
Mas, embora lute contra a opressão, em momento algum procura julgar o opressor. Cada um responderá por seus atos diante de Deus, e - por isso - uma vez cumprida a sua tarefa, o guerreiro não emite qualquer comentário. Um guerreiro da luz está no mundo para ajudar seus irmãos, e não para condenar o seu próximo.


Aceitando alguns erros

O filósofo alemão F. Nietzche disse certa vez: "não vale a pena viver discutindo sobre tudo; faz parte da condição humana errar de vez em quando".
Entretanto, todos nós conhecemos pessoas que fazem absoluta questão de estarem certas nos menores detalhes. Nós mesmos, muitas vezes, nos incluímos nesta categoria: não nos permitimos errar. Tudo que conseguimos com esta atitude é o pavor de seguir adiante - porque certos passos exigem decisões novas, cujos resultados desconhecemos.
O medo de errar é a porta que nos tranca no castelo da mediocridade: se conseguirmos vencer este medo, estamos dando um passo importante em direção a nossa liberdade.

Copyright © 2004 by Warrior of the light Todos os direitos reservados. All rights reserved.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 217]

"O tempo é uma coisa criada. Dizer 'Eu não tenho tempo', é o mesmo que dizer, 'Eu não quero'".
(Lao-Tzu)

"Você deve viver no presente, lance-se em cada onda, encontre a sua eternidade em cada momento."
(Henry David Thoreau)

"Nada é menos merecedor de honra que um homem velho que não tenha nenhuma outra evidência de ter vivido muito, a não ser sua idade."
(Lucius Annaeus Seneca, 'O jovem')

"A vida não é perdida através da morte; a vida é perdida minuto a minuto, através do dia a dia aborrecido, e em todos os milhares de modos medíocres."
(Stephen Vincent Benet)

"O futuro não é algum lugar que estamos indo, mas um lugar que estamos criando. Os caminhos não são para ser encontrados, mas criados. E a atividade de criá-los faz com que mudem tanto o criador como o seu destino."
(John Schaar)

quinta-feira, agosto 27, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 216]

A maior viagem

O surf ensina muito a quem está a fim de aprender. Ele, em sua forma pura, uma manifestação límpida e evidente de vida, ensina sobre coisas variadas. Inclusive sobre a morte. Mostra a todo tempo nossa fragilidade diante das forças que nos rodeiam, nos lembra que ela está por perto e assim nos faz fruir mais e melhor os momentos vividos.
...Talvez a morte seja mesmo, como diz a psicanálise clássica, o supremo redutor de tensões. Mas acreditamos que ela deva estar mais perto dos nossos olhos para vivermos mais e melhor e, também, que ela possa ser a maior viagem.
(Paulo Anis Lima, 10.08.2009)


...Viver é morrer lentamente, sim. Isso é real. Qualquer biólogo pode fundamentar cientificamente esse fato. Sem romance. Essa é a natureza do ser vivo que somos. A ideia de morrer lentamente é boa porque nos ajuda a ter mais intimidade com a morte e assim entendemos melhor a delicadeza e a inteligência do viver.
Acredito que a intimidade com a morte nos proporciona mais intimidade com a vida, nos aproxima da beleza da destruição e do caos que é vital para a nossa evolução. Mas o medo de morrer nos faz negar a realidade da morte. Assim, quando ela chega, nos surpreende, ou melhor, nos assusta e aterroriza, como se não fosse esperada, como se não pertencesse ao universo dos seres vivos.

Demorei para apagar do meu imaginário a figura apavorante da morte que aparecia sempre de repente, vinda de outro mundo, como alguém que chegava para pôr fim a uma festa à qual não tinha sido convidada. A imagem da morte como penetra indesejável, invasora repentina, como fato pontual, impede que a gente conviva com ela como fato natural com o qual negociamos a cada segundo. Justamente porque a morte é um mistério amedrontador e porque vem acompanhada do sentimento de perda, a intimidade cotidiana com ela é necessária.
Não estou dizendo que é simples nem fácil. Mas que é necessário para entender a dinâmica da vida e poder negociar com a morte com mais competência, lentamente. Quem vive a morte lenta vive mais porque cuida melhor da vida. E, o melhor de tudo, não se assusta e não sofre tanto com o fim que com certeza chegará.
Daqui do alto dos meus 60 anos, convivo cada dia com mais intimidade com a morte e posso dizer que ela não me amedronta. Pelo contrário, me desperta muita curiosidade. Se posso dar um conselho para os que ainda estão longe dos 60, aqui vai: morram lentamente! Não deixem para a última hora. A vida agradece.
(Ricardo Guimarães, 10.08.2009)

sexta-feira, agosto 21, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 215]

Frequentemente, as forças do mal são mais sutis e menos manifestas. Quase tão horrível como o mal em si é a sua negação, como no caso das pessoas que passam pela vida vendo tudo cor-de-rosa. Na verdade, a negação do mal pode em certos sentidos perpetuar o próprio mal. No livro 'Em Busca das Pedras', escrevi sobre essa tendência, comum em muitas pessoas com boa situação financeira, cujo dinheiro isola-as no seu mundo de opulência. Elas não conseguem realmente enxergar a pobreza que existe bem perto delas, e assim evitam aceitar qualquer responsabilidade que por acaso tenham no problema. Muitos pegam o trem todos os dias nos seus refúgios suburbanos, para trabalhar no centro de Nova York, sem tirar as vistas de seus jornais quando passam pelos setores mais empobrecidos do Harlem. As favelas tornam-se invisíveis e o mesmo acontece, assim, com quem nelas está imerso.
De outro lado estão aqueles que têm cínica opinião a respeito do mundo e parecem acreditar que o mal se esconde detrás de tudo. A visão deles é sombria e fatalista, mesmo em meio à inocência e à beleza. Eles procuram o pior em tudo, sem nunca reparar no que é positivo e dá sustentação à vida. Quando o desespero e o cinismo são como demônios para nós, arriscamo-nos também a perpetuar o mal. Embora não possamos evitar os nossos demônios, podemos optar por não lhes dar as boas-vindas nem nos aliar a eles. Para sermos sadios, devemos combatê-los pessoalmente.

Copyright © 2009 by M. Scott Peck Todos os direitos reservados. All rights reserved.

sábado, agosto 15, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 214]

"Infeliz é o espírito ansioso pelo futuro."
(Lucius Annaeus Seneca)

"Meu futuro começa quando eu acordo toda manhã - todos os dias eu encontro algo criativo para fazer com a minha vida."
(Miles Davis)

"Enquanto você não valorizar a si mesmo, você não valorizará o seu tempo. Enquanto você não valorizar o seu tempo, você não fará nada com ele."
(M. Scott Peck)

"Cada hoje, bem vivido, faz do ontem um sonho de felicidade e de cada amanhã uma visão de esperança. Cuide, portanto, deste único dia, pois ele e somente ele é a vida."
(Poema Sânscrito)

"Não deixe o medo do tempo que levará para realizar algo ficar no caminho de fazê-lo. O tempo passará de qualquer forma; devemos igualmente colocar esse tempo passageiro no melhor uso possível."
(Earl Nightingale)

domingo, agosto 09, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 213]

Dúvidas do cotidiano
(Flávio Gikovate)

As pessoas comentam que a paixão, aquele estado inicial do encantamento amoroso no qual o coração bate forte e tudo parece fascinante e assustador ao mesmo tempo, corresponde ao período mais interessante do relacionamento amoroso. Depois, com o passar do tempo, tudo tende à rotina e a uma certa monotonia já que a intensidade do amor diminui. É mesmo assim que as coisas acontecem?
Resposta: Penso de um modo diferente sobre o amor e a paixão. Acho a paixão uma condição dolorosa e na qual passamos muito medo: medo de perder aquela pessoa que, apesar de mal conhecermos, se transformou em essencial para nosso bem estar e felicidade; medo também que a relação evolua, condição na qual os compromissos mais sérios podem não estar nos nossos planos para aquele momento da vida; enfim, medo de um grande sofrimento, já que toda constituição de um elo é o embrião de uma possível ruptura! O amor, condição que se segue, corresponde a uma situação na qual os medos diminuíram muito tanto porque já conhecemos melhor o amado e desenvolvemos alguma segurança no relacionamento como porque já aceitamos de nos comprometer. Assim, paixão é amor + medo. Com o fim da paixão, vai embora o medo e o amor se mantém igual. Com o fim da paixão, acaba o filme de suspense e começa o filme de amor, mais calmo, mais doce. Amor é paz e aconchego ao lado de uma outra pessoa. Não é monótono e nem chato, mas é só isso. Acho ótimo que seja assim. Acho que temos que aprender a buscar nossas emoções mais fortes em outras áreas ao invés de tumultuarmos nossas relações amorosas. Vivenciamos tensões fortes e grande incerteza na vida prática, no trabalho, nos esportes etc. No amor, devemos buscar nosso porto seguro, adorável se houver companheirismo e afinidades intelectuais, além, é claro, das deliciosas sensações que as trocas de carícias eróticas determinam.


Como definir uma pessoa má? Trata-se de uma característica inata ou é algo que foi adquirido ao longo dos anos de formação? Como ajudar alguém a evoluir moralmente?
Resposta: Trata-se de uma questão muito complexa, mas eu penso que, para a grande maioria dos casos, a maldade é filha da fraqueza. Ou seja, não acredito que existam pessoas que gostem de ser más e se orgulhem disso. Atos maldosos são, quase sempre, derivados de emoções que escaparam do controle da pessoa, especialmente aqueles que dependem da inveja: ao admirar e valorizar algo em outra pessoa, a criatura mais fraca se sente diminuída e humilhada pela presença daquela virtude. Não sendo capaz de se conter, reage violentamente ao que foi sentido como uma agressão – a presença, no outro, da qualidade admirada e não possuída. Pessoas imaturas, egoístas e pouco tolerantes a contrariedades e frustrações é que fazem parte daquelas que chamamos de más, justamente porque investem contra nós sem que tenhamos feito algo de negativo para elas. Reagem com raiva pelo simples fato de sermos do modo como somos e isso lhes mostrar suas limitações e incompetências. É por isso que penso que se essas pessoas egoístas e invejosas conseguirem evoluir emocionalmente, o que implica em aprenderem a tolerar melhor as dores da vida, poderão perfeitamente se tornar criaturas portadoras das virtudes que tanto invejam. Tudo isso faz parte das nossas aquisições ao longo da vida e pode ser alcançado em qualquer idade. A verdade é que os egoístas gostam de mostrar que estão felizes mas não é verdade. Quem está feliz não age de forma agressiva – e gratuitamente – contra ninguém. Pessoa feliz não tem tanta inveja, não é tão insegura e ciumenta. É hora de pensarmos de forma mais séria sobre nossos valores morais e aqueles das pessoas que nos cercam. Uma sociedade que defina de modo mais claro o que são virtudes e o que são vícios ajudará tanto os adultos como suas crianças a evoluírem de forma mais rápida na direção da maturidade emocional e moral, condição fundamental para que as pessoas possam se sentir felizes, orgulhosas de si mesmas e, portanto, menos invejosas. Quem está bem se preocupa menos com os outros, com o que têm ou deixam de ter. Estão mesmo é interessadas em alcançar seus objetivos.

* Flávio Gikovate é médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor.

Copyright © 2009 by Flávio Gikovate Todos os direitos reservados. All rights reserved.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 212]

Como é que uma pessoa faz diferença? A história do mundo é simplesmente uma crônica dos feitos de um pequeno número de pessoas comuns que tiveram níveis extraordinários de empenho. Esses indivíduos que tiveram o poder de fazer uma diferença significativa na qualidade de nossas vidas são os homens e mulheres que chamamos de heróis.
Quem são seus heróis?
Acredito que você e eu - e todas as pessoas que conhecemos - temos a capacidade inata de sermos heróicos, de darmos passos ousados, corajosos e nobres para tornar a vida melhor para os outros, mesmo quando a curto prazo pareça que isso ocorre às nossas custas.
A capacidade de fazer a coisa certa, de ousar assumir e fazer diferença, está dentro de nós. A pergunta é: quando chegar o momento, você vai lembrar de que é um herói e reagir altruisticamente para apoiar os necessitados?
O que faz um herói? Um herói é uma pessoa que contribiu corajosamente mesmo sob as circunstâncias mas desafiadoras; um herói é um indivíduo que age de modo altruísta e exige mais de si mesmo do que os outros esperariam; um herói é alguém que desafia a adversidade fazendo o que acha certo, apesar do medo.
Um herói não é uma pessoa "perfeita". Nós não teríamos heróis se o padrão fosse este. Todos cometemos erros, mas isso não invalida as contribuições que fazemos no decorrer da vida. Heroísmo não é perfeição; heroísmo é humanidade.
(Anthony Robbins)

terça-feira, julho 28, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 211]

As quatro forças

O padre Alan Jones diz que, para a construção de nossa alma, precisamos das Quatro Forças Invisíveis: amor, morte, poder e tempo. É necessário amar, porque somos amados por Deus. É necessária a consciência da morte, para entender bem a vida. É necessário lutar para crescer - mas sem cair na armadilha do poder que conseguimos com isto, porque sabemos que ele não vale nada. Finalmente, é necessário aceitar que nossa alma - embora seja eterna - está neste momento presa na teia do tempo, com suas oportunidades e limitações.

Copyright © 2009 by Warrior of the light Todos os direitos reservados. All rights reserved.

quarta-feira, julho 22, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 210]

Não lute contra coisas que você não pode mudar.
(Sophie Noble, 86 anos)

Por muito tempo depois que eu perdi a visão, fui a vários médicos, esperando que eles tornassem as coisas melhores para mim. Eu me sentia enganada. Por que isso teve de acontecer comigo? Não posso nem ler as instruções no verso de uma caixa de comida congelada.
Recentemente, algo em mim "clicou". Eu acordei uma manhã e disse a mim mesma: "Quero viver, então é isso". Tenho certos problemas médicos e eles não vão melhorar. É hora de começar a viver novamente - uma vida diferente, mas pelo menos é uma vida. Agora, eu acordo pela manhã e não fico reclamando. Meu filho escreve as instruções com um marcador grosso no verso das minhas refeições congeladas.

Copyright © 2002 by Wendy Lustbader ('O que vale a pena...' - 6.a Edição) Todos os direitos reservados. All rights reserved.

quinta-feira, julho 16, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 209]

"Se você deseja viajar longe e rápido, viaje leve. Deixe pra trás todas suas invejas, ciúmes, incapacidade de perdoar, egoísmo e medos."
(Glenn Clark)

"Ria de si mesmo, mas nunca duvide de si próprio. Seja ousado. Quando embarcar para lugares estranhos, não deixe nenhuma parte de si em terra firme em segurança. Atreva-se a entrar em territórios inexplorados."
(Alan Alda)

"Viajo para ser outra em mim mesma: vou me conhecer de outro ângulo, vou saber como funcionam as minhas pernas em outros percursos, a minha língua em outro idioma, o meu humor em outro fuso, o meu corpo em outra temperatura, os meus olhos em outra paisagem, o meu paladar em outro tempero. Vou ser só a essência de mim sendo outra coisa para poder descobrir o que eu nem sonhava que existia e voltar para ser um pouco mais de mim."
(Patricia Antoniete Ferreira)

sexta-feira, julho 10, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 208]

Yo no soy yo.
Soy éste
que va a mi lado sin yo verlo;
que, a veces, voy a ver,
y que, a veces, olvido.
El que calla, sereno, cuando hablo,
el que perdona, dulce, cuando odio,
el que pasea cuando no estoy,
el que quedará en pie cuando yo muera.
(Juan Ramón Jiménez)


Seja você quem for
agora segurando minha mão,
sem uma coisa há de ser tudo inútil
— é um leal aviso o que lhe dou
antes que continue a me tentar:
não sou aquele que você imagina,
mas muito diferente.

Quem é que gostaria
de vir a ser um seguidor meu?
Quem é que gostaria de lançar
sua candidatura ao meu afeto?

O caminho é suspeito,
o resultado é incerto, destrutivo talvez;
teriam que abrir mão de tudo mais
tendo eu a pretensão
de ser seu padrão único e exclusivo;
sua iniciação haveria de ser ainda assim
extensa e fatigante,
toda a teoria da sua vida passada
e toda conformidade com as vidas em redor
precisariam ser abandonadas;
por isso deixe-me agora
antes de perturbar-se ainda mais,
deixe cair sua mão do meu ombro,
coloque-me de lado e siga seu caminho.
(Walt Whitman, "Leaves of Grass")

sábado, julho 04, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 207]

"Todo homem é culpado por todo bem que ele não fez."
(Voltaire)

"Você não viveu um dia perfeito a menos que você tenha feito algo bom por alguém que nunca será capaz de te retribuir."
(Ruth Smeltzer)

"A vida é na maior parte espuma e bolhas, mas duas coisas prevalecem como pedra - bondade com os problemas alheios e coragem com os seus próprios."
(Princesa Diana)

"Existe uma maravilhosa mítica lei da natureza que as três coisas que mais desejamos na vida - felicidade, liberdade e paz de espírito - são sempre obtidas quando as concedemos a alguém mais."
(Peyton Conway March)

"Não podemos buscar realização para nós mesmos e esquecer do progresso e prosperidade para nossa comunidade. Nossas ambições precisam ser amplas o suficiente para incluir as aspirações e necessidades dos outros, pelo bem deles e pelo nosso próprio."
(Cesar Chavez)

domingo, junho 28, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 206]

Vivemos num mundo obcecado pelo barulho, pela velocidade e pela atividade. Vivemos numa época assolada pela cobiça, pela luxúria e pela violência; uma época paralisada pelo medo, pela ameaça, pela desconfiança. E os efeitos de tudo isso são tão graduais que mal os percebemos no dia-a-dia. Com o tempo, porém, eles se tornam dramáticos e até devastadores.
Minhas experiências e reflexões me levam a crer que um dos maiores desafios dos tempos atuais é o modo de vida. No mundo febril de hoje nos deixamos empurrar até o limite - esquecendo-nos de que nossos corpos, corações, mentes e espíritos precisam de tempo para recarregar e ajustar o foco. Investirmos na conquista de um modo de vida equilibrado - que nos permita manter nosso estado natural - é um caminho seguro para a saúde e o bem-estar.
Precisamos de um novo modo de viver. Precisamos de um novo estilo de vida. Nosso estilo de vida é autodestrutivo. Precisamos de um estilo de vida que dê asas ao que há de melhor em nós. Precisamos de um estilo de vida que respeite as nossas necessidades legítimas. Precisamos de um estilo de vida que nos ajude a nos tornarmos a melhor pessoa que podemos ser.

Copyright © 2006 by Matthew Kelly ('O ritmo da vida' - 1.a Edição - Ed. Sextante) Todos os direitos reservados. All rights reserved.

segunda-feira, junho 22, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 205]

"... um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária. Você é adulto mesmo? Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente, divirta-se.
Não que seja fácil. Enquanto um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a liberação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia."
(Martha Medeiros)

terça-feira, junho 16, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 204]

"Seguro está apenas quem confia nas próprias capacidades e busca o aperfeiçoamento constante. Nenhum emprego fixo é certeza de estabilidade, pois o mercado é complexo, instável e está em constante mutação."
(Eline Kullock)

"A crise é uma porta para a autodescoberta. Somos forçados a buscar soluções, a rever posições, a arriscar e conquistar novos territórios. Não porque queremos, mas porque não existe outra possibilidade.
...A pressão emocional dispara dentro de nós o instinto natural de lutar para vencer. Nas adversidades, desenvolvemos a força interior, responsável por nossas vitórias. Sem crise, a vida seria como o mar sem as ondas."
(Amalia Sina; executiva, professora e escritora)

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar ‘superado’. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência... Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um..."
(Einstein)

"As oportunidades aparecem em nossa vida como coincidências, que se apresentam de forma simples. Por exemplo, podemos de repente conhecer alguém que nos dê uma chance que nunca pensamos ser possível. Ou encontrar numa reunião alguém que pode representar muito para nossa carreira.
...A rede da vida parece ter uma memória longa e um alcance ainda mais longo e traz a nós a sorte, dependendo das sementes que plantamos. Em outras palavras, faça muitos amigos ao longo do caminho. Parece básico, mas inúmeras pessoas esquecem isso por causa da competição."
(Tom Monte; economista e professor)

quarta-feira, junho 10, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 203]

Escove os dentes com a torneira fechada

Se você escovar os dentes com a torneira aberta durante 2 minutos, vai gastar mais ou menos 13,5 litros de água, mas só precisaria de 0,5 litro se abrisse a torneira apenas quando necessário. Escovando os dentes três vezes ao dia, o desperdício será de 37,5 litros diariamente.
Se a população de Recife resolvesse escovar os dentes com a torneira fechada, a água economizada a cada dia seria suficiente para abastecer quase todos os habitantes de Florianópolis em um dia.
E se você decidir fazer o mesmo todos os dias durante um ano, só com esse pequeno gesto, terá poupado quase 14 mil litros, correspondentes a um caminhão-pipa cheio de água.

Copyright © 2007 by Instituto Akatu Todos os direitos reservados. All rights reserved.

quinta-feira, junho 04, 2009

Lições para 'o caminho' [Km 202]

"É difícil libertar os tolos das amarras que eles veneram."
(Voltaire)

"... Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas? Creio que nos apegamos com desespero a elas por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá. E então se fica ruminando, alimentando a própria 'má sorte', num processo de vitimização que chega ao nível do absurdo. Por que fazemos isso conosco?
Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência."
(Martha Medeiros)